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Cláudio fala
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29/09/2018
Patacoadas - Historinhas
Hoje, por muitas vezes, tenho me identificado com este pato: falo, gesticulo sobre o palco, tento ensinar... A maioria escuta, mas não entende o que eu digo e continuam fazendo o que sempre fazem: buscam, pesquisam, mas não querem dar atenção às ve



Patacoadas

20180927

 

Foi em 1961, mas não me lembro o dia: o mês era Maio e isto eu lembro porque era o mês de Maria e o mês de minha mãe, que nasceu no mês de Maio.

Eu passava pelo quintal, e buscava verduras na horta, quando vi um quadro que me deixou perplexo: No cercado das galinhas, no centro, sobre uma caixa de madeira, (não sei porque esta caixa estava ali) um pato, o maior de todos e no chão ao redor, as outras aves: patos, galinhas, marrecos, pintinhos, angolistas, enfim, haviam muitas aves.

Mas algo me chamou a atenção e extasiado, observei: Sobre a caixa, que agora se parecia com um palco, o Pato, olhava para todos os bichos, grasnando, esticando o pescoço, virando-o para lá e para cá, para todas as direções, para todas as aves. Grasnando sempre!

E o mais interessante: os bichos, todos parados, completamente inertes, como que hipnotizados, olhavam o pato, escutando-o atentamente!

- Isto não pode ser verdade – eu falei aos meus botões – o pato fazendo um discurso? E o pior: as galinhas o escutando? Isto não pode ser real!

Fiquei alguns momentos a olhar maravilhado, ou surpreso, ou apatetado...

A “reunião” terminou, e cada bicho se movimentou à cata de alimentos, ciscando aqui, ciscando ali, e o pato orador também foi fazer o mesmo.

Ainda surpreso contei ao meu pai:

- Pai, isto é normal?

Ele deu uma gargalhada gostosa, mas não me respondeu!

- Se o pai riu, deve ser de mim! Então eu vi coisas que não existem!

Passei o dia intrigado e este episódio não me saía da cabeça, até que ao anoitecer, falei à minha mãe.

- O pato, mãe, o pato discursava sobre o palco, e as aves todas em total silêncio, o escutavam...

- Não deves ficar surpreso: Eu havia dito às galinhas que elas não deveriam sair do cercado, porque elas ciscavam na horta e comiam as verduras e então deveriam ficar em seus lugares: o galinheiro.

- Elas escutaram, mãe?

- Elas não, porque eu não consigo falar a língua delas...

- Mas o pato?

- Sabe, filho, eu acho que o pato entendeu. Ele não fala a nossa língua, mas certamente entendeu o meu pedido, e então o transmitiu aos outros bichos.

- E como ele pôde entender?

- Isto é lá com Deus, filho! Deus sabe a quem escolher para ensinar a Sua Palavra!

Hoje, por muitas vezes, tenho me identificado com este pato: falo, gesticulo sobre o palco, tento ensinar... A maioria escuta, mas não entende o que eu digo e continuam fazendo o que sempre fazem: buscam, pesquisam, mas não querem dar atenção às verdades...

- A maioria cisca a vida alheia...

Em tempo:

O pato em questão já foi pra panela!

Amém!

Cláudio Heckert

 

Confidente de Nossa Senhora, Residente em Porto Belo,SC


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Cláudio Heckert, Confidente de Nossa Senhora, residente em Porto Belo, SC
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