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Mística Cidade de Deus
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14/03/2008
O feliz trânsito de São José
São José é assistido por Jesus e Maria em sua morte.



O FELIZ TRÂNSITO DE SÃO JOSÉ

 

Maria reza por São José

 Já fazia oito anos que as enfermidades vinham purificando, no crisol da paciência e do amor divino, o generoso espírito do feliz São José. Agravando-se com os anos, iam diminuindo suas forças, desfalecendo o corpo e aproximando-se o inevitável termo da vida, pagamento do estipêndio da morte, dívida comum de todos os filhos de Adão (Heb 9,27). Aumentava também o cuidado e solicitude de sua divina esposa, nossa rainha, na sua assistência e pontualíssimo serviço.

 Resposta de Jesus.

Agradeceu a grande senhora esta promessa a seu querido filho. Durante nove dias antes da morte de São José, Filho e Mãe santíssimos o assistiram dia e noite sem o deixarem só. Nestes nove dias, por ordem do senhor, os anjos vinham três vezes por dia, cantar ao feliz enfermo, louvando ao Altíssimo e celebrando as graças do próprio José. Naquela humilde, porém riquíssima casa sentia-se suavíssima fragrância de perfumes tão agradáveis, que confortava não só o santo homem, como a muitos que o sentiam de fora, até onde se difundia.

 Um dia antes da morte, todo inflamado no divino amor, teve um êxtase altíssimo que lhe durou vinte e quatro horas. Milagrosamente conservou-lhe o Senhor as forças e a vida, e neste sublime arrebatamento viu claramente a divina essência. Nela lhe foram manifestados, sem véu, tudo o quanto crera pela fé: a incompreensível divindade, os mistérios da encarnação e da redenção e a igreja militante com todos os sagrados bens que a ela pertencem.

Maria santíssima conheceu estes fatos no interior da alma de seu filho, na mesma forma de outros mistérios e como tinham sido concedidos a São José. Por tudo, a grande princesa deu dignas graças ao Senhor.

 Saiu São José deste rapto, com o rosto banhado de admirável resplendor e beleza, e com a mente toda deificada pela visão do Ser Divino. Pediu a bênção de sua esposa santíssima, mas ela pediu ao filho que lha desse, o que ele o fez. Em seguida, de joelhos, a mestra da humildade pediu a São José que também a abençoasse como seu esposo e superior. Por divino impulso, e para consolo da prudentíssima esposa, o homem de Deus abençoou-a e dela se despediu. Ela beijou-lhe a mão com que a abençoou, e pediu-lhe que, em nome dela, saudasse os santos pais no limbo.

As últimas palavras que São José dirigiu á Maria, foram: “Bendita sejais entre todas as mulheres, escolhida entre todas as criaturas. Os anjos, os homens e todas as gerações conheçam, exaltem vossa dignidade. Por vós, seja conhecido, adorado e exaltado o nome do altíssimo em todos os futuros séculos. Seja eternamente louvado por vos ter criado tão agradável a seus olhos e dos de todos os espíritos bem-aventurados. Espero gozar de vossa visita na pátria celestial.”

Voltou-se o homem de Deus para Cristo, Senhor Nosso, e para lhe falar com profunda reverência, tentou por-se de joelhos no chão. O amoroso Jesus porém, amparou-o nos braços. Com a cabeça neles reclinada, disse-lhe o santo: “Senhor meu e Deus altíssimo, filho de eterno pai, criador e redentor do mundo, abençoai a vosso escravo, e obra de vossas mãos. Perdoai Rei altíssimo, as faltas que, indigno, cometi em vosso serviço e companhia. Eu vos reconheço exalto, e com submisso coração vos dou eternas graças por terdes vos dignado escolher-me, entre todos os homens, para esposo de vossa verdadeira mãe. Vossa própria grandeza e glória sejam meu agradecimento por toda a eternidade”.

A multidão de anjos que assistiam com sua Rainha e Rei supremo entoaram com voz celestial cânticos de louvor. A mandado de Jesus, levaram a alma santíssima de José ao limbo dos pais e profetas. Todos o reconheceram como pai putativo do Redentor do mundo, cheio de resplendores de incomparável graça, íntimo do senhor, digno de singular veneração.

 São José morreu de amor.

 Sepultamento de São José.

A fragrância que dele se desprendia atraiu algumas pessoas que, vendo-o tão belo e flexível como se fora vivo, enchera-se de grande admiração. Vieram os conhecidos, parentes e muitas outras pessoas. Reunindo-se ao Redentor do mundo, à mãe santíssima e à grande multidão de anjos, levaram o glorioso corpo de São José à sepultura.

De novo, a sós com seu filho e Deus verdadeiro, agradeceu-lhe por todos os favores concedidos a seu santo esposo. Em sublime ato de humildade, prostrada na presença de seu filho, disse-lhe estas palavras: “Senhor de todo o meu ser, meu verdadeiro filho e mestre, a santidade de José, meu esposo, pôde deter-vos até agora, fazendo-nos merecer vossa desejável presença. Com a morte do vosso amado servo, posso recear perder o bem que não mereço. Obrigai-vos Senhor, por vossa mesma bondade, a não me desamparar. Recebei-me de novo por vossa serva, aceitando os humildes desejos e ânsias do coração que vos ama”. Aceitou o Salvador do mundo este novo oferecimento de sua mãe santíssima, e prometeu-lhe que não a deixaria só, até chegar o tempo de começar a pregar, em obediência ao eterno Pai.

 

 

 

 


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