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Devoção à Virgem Maria
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15/08/2014
Assunção da Virgem Maria
Doutrina da Igreja Católica



ASSUNÇÃO DA VIRGEM MARIA

 

Definição dogmática

Em 1º de novembro de 1950, na constituição apostólica Munificentissimus Deus, o papa Pio XII declarou a Assunção de Maria como um dogma:

“Pela autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e em nossa própria autoridade, pronunciamos, declaramos e definimos como sendo um dogma revelado por Deus: que a Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, tendo completado o curso de sua vida terrena, foi assumida, corpo e alma, na glória celeste.“

 Desde a declaração solene da infalibilidade papal pelo Concílio Vaticano Primeiro em 1870, esta declaração de Pio XII foi a única vez que um papa fez uso, ex cathedra, da prerrogativa. Pio XII deliberadamente deixou em aberto a questão se Maria teria ou não morrido antes da Assunção.

Antes da definição dogmática, em Deiparae Virginis Mariae, Pio XII buscou a opinião dos bispos católicos e um grande número deles apontou para o Gênesis (Gênesis 3:15) como um suporte escritural para o dogma. Em Munificentissimus Deus (item 39), Pio XII faz referência à "luta contra o inimigo infernal" como neste versículo e a "vitória completa sobre o pecado e a morte", como em (I Coríntios 15:54).

Na afirmação dogmática de Pio XII, a frase "tendo completado o curso de sua vida terrena" deixa em aberto a questão se a Virgem Maria teria ou não morrido antes de sua assunção ou se ela foi assumida antes da morte; ambas as possibilidades são permitidas. Acredita-se que a Assunção de Maria se deu como presente divino a ela apenas, por ser a "Mãe de Deus" (Theotokos). A visão de Ludwig Ott é a de que, como terminou sua vida como um glorioso exemplo para a raça humana, a perspectiva do presente da assunção seria também oferecido para toda a raça humana.

Em sua obra, "Fundamentals of Catholic Dogma", Otto afirma que "o fato de sua morte é aceito por quase todos os pais e teólogos da Igreja, e é expressamente afirmado na liturgia", ao que ele adiciona diversas citações úteis e conclui que "para Maria, morte, como consequência de estar livre do pecado original e dos pecados pessoais, não foi uma punição pelo pecado". Porém, parece adequado que "o corpo de Maria, que por natureza era mortal, deva, em conformidade com o de seu filho Jesus, se sujeitar à lei geral da morte".

A festa católica romana da Assunção é celebrada em 15 de agosto enquanto que os ortodoxos e católicos orientais celebram a Dormição de Maria (a Mãe de Deus "indo dormir") na mesma data, mas precedido de um período de 14 dias de jejum. Os ortodoxos acreditam que Maria teria tido uma morte natural, que sua alma foi recebida por Cristo após a morte, que seu corpo foi ressuscitado no terceiro dia após a morte (depois do túmulo ter sido encontrado vazio) e que ela foi corporalmente elevada aos céus numa antecipação da ressurreição dos mortos geral. "...a tradição ortodoxa é clara e firme sobre o ponto central [da Dormição]: a Santa Virgem passou, como seu Filho, pela morte física, mas seu corpo - como o d'Ele - foi posteriormente ressuscitado dos mortos e ela foi elevada ao céu, de corpo e, também, alma. Ela passou para além da morte e o julgamento, e vive plenamente na era que está por vir. A ressurreição do corpo... foi, no caso dela, antecipada e já é um fato consumado. Isto não significa, porém, que ela teria se desassociado do resto da humanidade e se colocado numa categoria diferente: pois todos nós esperamos compartilhar um dia desta mesma glória da ressurreição dos corpos que ela já usufrui".

Muitos católicos também acreditam que Maria primeiro morreu antes de ser assumida, mas eles acrescentam que ela foi milagrosamente ressurrecta antes do evento, enquanto que outros acreditam que ela foi assumida com seu corpo ao céu antes de morrer. Como já foi explicado, ambas as crenças são aceitáveis do ponto de vista da doutrina católica. Os católicos orientais, por exemplo, celebram a festa como "Dormição". Muitos teólogos notam como forma de comparação que, para a Igreja Católica, a Assunção foi dogmaticamente definida, enquanto que para os ortodoxos, a Dormição é menos dogmática e mais litúrgica e misticamente definida. Esta diferença é resultado de um padrão maior em ambas as tradições, pelo qual as doutrinas católicas geralmente são dogmaticamente definidas - em parte pela estrutura centralizada da Igreja Católica - enquanto que na Ortodoxia, muitas doutrinas tem uma carga menos "autoritativa".

Anglicanismo

Embora a Assunção de Maria não seja uma doutrina anglicana, a data de 15 de agosto é observada por alguns fieis como uma festa em honra a Maria. o "Livro de Oração Comum", nas versões da Igreja Episcopal Escocesa e da Igreja Anglicana do Canadá, marcam a data como "Dormição da Abençoada Virgem Maria". Na Igreja Episcopal dos Estados Unidos da América, a data é observada como "Feriado de Santa Maria, a Virgem". Na Igreja da Inglaterra, a data é um "Festival da Abençoada Virgem Maria". Em algumas igrejas da Comunhão Anglicana e parte do movimento "Continuando Anglicano", muitos anglo-católicos geralmente observam o feriado como sendo a festa da Assunção.

A afirmação conjunta da Comissão Internacional Anglicana-Católica Romana sobre a Virgem Maria atribui um lugar tanto para a Dormição quanto para a Assunção de Maria na devoção anglicana.

15/agosto/2014 – Festa da Assunção da Virgem Maria.

 




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